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Blog Bem Zen

Menos de um terço dos veículos roubados são segurados

SÃO PAULO – Menos de um terço dos carros  roubados, ou cerca de 28%, são segurados, segundo informou, durante audiência pública da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, o diretor-executivo da Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados), Neival Rodrigues Freitas.

De acordo com ele, entre 2007 e 2011, o número de roubo e furtos de veículos chegou a 1,900 milhão e apenas 47% deste total foram recuperados.

Outras informações
Durante a audiência pública foram discutidas as dificuldades para a regulamentação da Lei Complementar 121/06, que cria o Sistema Nacional de Prevenção, Fiscalização e Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas.

Ainda no sentido de diminuir as estatísticas de roubos, o presidente do ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária), José Aurélio Ramalho, disse que estão sendo desenvolvidas várias pesquisas, inclusive com o uso de nanotecnologia, para combater o roubo e furto de veículos e cargas.

Segundo Ramalho, a nanotecnologia permite, por exemplo, o armazenamento de todas as informações de um produto como número de série, origem, destino, em um espaço do tamanho da cabeça de um alfinete.

Sistema nacional de informação
Para o chefe da Divisão de repressão a Crimes contra o Patrimônio da Polícia Federal, Luiz Flávio Zampronha, entretanto, há um receio com relação ao uso de novos equipamentos porque, segundo ele, toda tecnologia gera uma contramedida por parte dos criminosos, além de haver uma legislação branda para o crime de receptação.

Zampronha afirma que existe a necessidade de um sistema nacional de informações e de cooperação entre a União e os estados para enfrentar essa modalidade de crime.

Fonte: Infomoney

Categoria: Sem categoria

A importância de uma boa autoestima

*Sandra Rosenfeld

Ter uma boa autoestima é fundamental para a nossa harmonia interior.  A pessoa de baixa autoestima não é livre, está sempre acorrentada à insatisfação com ela mesma e aos limites que se impõe.
É claro que mesmo as pessoas com uma boa autoestima podem ter uma queda em determinadas situações, sofrem, mas recuperam-se rapidamente e não perdem o equilíbrio emocional com facilidade.

Uma das características de quem tem uma boa autoestima é se estimar, amar a si próprio, mesmo sabendo-se imperfeito. A pessoa, nesse caso, reconhece os seus defeitos, porém sabe que todos nós estamos em desenvolvimento, que ninguém é perfeito. Consegue, com facilidade, reconhecer também as suas qualidades. Esse amor é o que protege nos momentos difíceis e que dá força para superar os fracassos.

A pessoa com alta autoestima tem uma visão de si positiva, acredita em si, em seu potencial e sabe lidar com os seus limites. Tem autoconfiança, sabendo que, nos momentos importantes, vai agir de forma adequada. Os pensamentos e palavras com ela mesma são positivos, consegue rir de si, não se tortura com suas falhas, gafes, com o que podia ter falado ou feito, etc.
Nossa autoestima é fundamentada na nossa infância, pelos nossos pais, outras pessoas muito próximas e escola. A consciência disso é muito importante para prestarmos atenção em como falamos e que exemplos damos aos nossos filhos e crianças do nosso convívio.
Críticas constantes, como você não faz nada certo, só podia ser você, isso está horrível como sempre e outras afirmações falando mal da imagem e roupa são um desastre emocional para a criança.
Há pais que não falam mal com os filhos, mas agem contra si próprios se xingando, sendo extremamente intransigentes e intolerantes consigo, autopunindo-se o tempo todo; e a criança, por sua vez, acaba por repetir esse comportamento e tornando-o parte de sua vida, aceitando como verdade também para ela.

A superproteção também induz a uma baixa autoestima à medida que não deixa a criança vivenciar e superar sozinha as dificuldades e os desafios. Os pais resolvem antecipadamente as situações ou simplesmente impedem o filho; e, então, a mensagem entendida pela criança é que não é capaz de resolver, de enfrentar, de superar, ou seja, de que ela é fraca, incompetente e, dependendo dos contextos, pode crescer acreditando ser pouco inteligente e hábil.

A boa notícia é que podemos desenvolver, equilibrar a aumentar a nossa autoestima a qualquer tempo. Para isso é necessário, primeiro, reconhecer que nossa estima não é das melhores e que isso tem dificultado a nossa vida tanto pessoal quanto profissional. Depois, entender que não podemos voltar lá na nossa infância e mudar o que foi feito e falado, mas podemos, a partir de agora, mudar a forma como nos relacionamos com esse passado.

A pessoa com baixa autoestima está sempre com um sentimento de inadequação, de que não é capaz, de que praticamente todos são melhores ou fazem melhor do que ela, além de que necessita constantemente da aprovação do outro, o que, mesmo assim, não muda muito o seu sentimento de inferioridade ou de não aceitação. Esses sentimentos geram sofrimento, dor emocional e são paralisantes, impedindo-as de agir em seu benefício, de elaborar as melhores estratégias e realizar conquistas tanto em nível pessoal quanto profissional. Assim, as coisas demoram mais para acontecer na vida dessas pessoas.

É comum, nesses casos, que os amigos e colegas de trabalho percebam o potencial e qualidades que o indivíduo não consegue ver em si. Às vezes, os colegas de trabalho ficam perplexos de como ele não se candidatou a tal vaga ou não reivindica melhor salário, pois é merecedor de tal. Todos veem, menos o próprio. E assim vai mantendo, muitas vezes,  relacionamentos afetivos desgastados e infelizes, um cargo profissional que não traz satisfação, tudo porque não consegue se posicionar.

O desenvolvimento da autoestima acontece aos poucos e através de práticas para implementação de novos hábitos de ações e falas em substituição aos antigos. Somos seres condicionáveis e de hábitos, que se formam através de repetição, muita repetição até que eles façam parte naturalmente de nossa vida.

A sugestão é primeiro elaborar uma lista de qualidades/forças e outra de defeitos/fraquezas. É comum, na pessoa de baixa autoestima, escrever um número enorme de fraquezas e ter grande dificuldade para enumerar as forças. Nesse caso, pedir ajuda aos amigos sinceros é uma boa ideia.
Depois dessa lista pronta, o segundo passo é definir que fraquezas estão impedindo a sua vida de ser melhor, mais produtiva, rica e feliz e como usar, de maneira mais eficiente, as suas forças.

Para o desenvolvimento de novos hábitos inicie treinando. Por exemplo, se há dificuldade em dizer não, vá em lojas de roupas, experimente algumas peças e, depois, diga que não vai levar. Se há uma grande inibição em pedir ajuda e informações, inclusive no trabalho, treine em lojas de produtos que demandem explicações detalhadas. Faça muitas perguntas e peça para repetir a explicação. Faça isso, muitas vezes, se possível, diariamente e, com o  tempo, que varia de pessoa para pessoa, você vai se surpreender em como começará a se sentir melhor e mais seguro.

Caso você não consiga fazer sozinho as mudanças necessárias para o desenvolvimento da sua autoestima, não hesite em procurar ajuda através de terapias, ou em um processo de coaching ou, ainda, na meditação, que é uma aliada poderosa para o autoconhecimento e transformação. Existem também bons livros sobre o tema. Entre outros, indico os de Christophe André.

Só não vale ficar parado enquanto as oportunidades passam e a sua felicidade também.

*Sandra Rosenfeld é Escritora, Terapeuta em Qualidade de Vida como Instrutora de Meditação, Executive e Personal Coach e Palestrante.
Autora dos livros “Durma Bem e Acorde para a Vida” e “O que é Meditação”, Ed. Nova Era/Record.
contato@sandrarosenfeld.com.br

Categoria: Autoconhecimento

O sentimento pode esculpir pedras

Professor Paulo Sérgio

contato@professorpaulosergio.com.br

Deus sabe que podemos fazer nossa parte. Por isso entrega o peso que somos capazes de carregar. Mas, isso não significa que vamos carregá-lo, pois temos a livre escolha de não fazer o que nos compete.

Ele tem seus meios de esculpir as pedras, que somos nós, e faz isso da maneira que melhor Lhe agradar. Há questões inexplicáveis aos olhos do ser humano, como disse, que fogem a qualquer lógica.

Não encontro lógica humana para eu, com pouco mais de seis anos, decidir juntar lixo para comprar material escolar. Uma criança que deveria gastar o que ganhava com doces, ou, sequer trabalhar, logicamente, não poderia ter aptidão para pensar em comprar cadernos.

Com menos de dez anos eu andava quilômetros com um carrinho de sorvete, debaixo de um sol escaldante, cujo calçado era um par de chinelas Havaianas, do tempo em que só existiam aquelas azuis, que quando arrebentava a tala da sola da chinela a gente atravessa um prego para segurá-la no pé.

Sem dica alguma, pensei em colocar bexigas no carrinho para chamar atenção e vender mais. Como vi que funcionou, inclui no carrinho algumas redes de frutas e verduras, ou seja, quando não compravam sorvete, faziam a feira do dia.

Não há nenhuma explicação lógica para esse comportamento, a não ser a presença de Deus, permitindo o que, no momento, para muitos, parecia um sofrimento, mas que, mais tarde, seria a demonstração da atuação das Mãos de Deus esculpindo uma pequena pedra.

Deus quer esculpir cada um de nós, e, na maioria das vezes faz isso por meio de um sofrimento temporário. Se não formos capazes de perceber que essa dificuldade passageira é Deus lapidando nossa vida, nosso caráter, dando-nos a oportunidade de evoluir, acabaremos nos acomodando e cairemos nas armadilhas do conformismo, achando que Ele se esqueceu de nós.

Quando trabalhei como gari sofri bastante com a indiferença das pessoas. Limpar a rua era a parte mais fácil. Difícil mesmo era observar o quanto pareciam ter medo e nojo de nós.

Mas, depois que você cresce e sente que tudo aquilo fazia parte de um plano, de um caminho próspero, todos os olhares de nojo, reprovação, humilhação, e todos os vômitos e cuspes que limpávamos valeram à pena.

Se você tem problemas no seu trabalho, observe se está cumprindo o combinado, e, melhor, se está entregando mais do que combinou. O maior sofrimento é aquele no qual você responsabiliza aos outros pelos seus resultados, pois isso só perpetua dor e dificuldade. Se seu chefe lhe trata mal, em vez de reagir impensadamente, procure meios de mostrar a ele sua importância e capacidade. Se estiverem sendo indiferentes com você, seja na empresa, em casa, na relaçao conjugal, continue firme se estiver convicto de que está cumprindo sua parte.

Quando você sentir dor, medo, receio, perceber olhares de reprovação das pessoas, mas estiver consciente de que está fazendo sua parte, compreenda que essa dor, esse sofrimento, é Deus cortando a pedra, para esculpir uma grande obra de arte!

Categoria: Autoconhecimento

Tecnologia e Medicina, uma combinação para viver mais e melhor

Imaginar o futuro sempre foi uma atitude envolvida por uma atmosfera mágica, repleta de ilusões e engenhocas mirabolantes. No famoso filme da década de 80 “De Volta para o Futuro” ficávamos maravilhados com a possibilidade de em 2015 podermos dirigir automóveis voadores e conversar com pessoas a quilômetros de distância por meio de uma tela.

O mundo mudou e muito nos últimos anos. Embora um pouco diferente do previsto por Hollywood, algumas das evoluções imaginadas hoje são reais no nosso cotidiano. Os tablets e celulares estão aí para provar. Chegamos ao ano 2012 com avanços significativos e revolucionários na área da tecnologia. Inúmeros são os aparatos que conectam pessoas do mundo todo em tempo real, com o simples tocar dos dedos. Novos lançamentos surgem a cada instante, numa rápida e constante evolução.

A medicina, como já era previsível, também foi beneficiada por este desenvolvimento. Foi-se o tempo em que o estetoscópio e depois o eletrocardiograma eram os únicos exames capazes de detectar alguma anomalia no coração. Atualmente contamos com um verdadeiro arsenal de alta tecnologia para auxiliar na prevenção e também no monitoramento de doenças cardiovasculares.

O surgimento da ressonância magnética, do ecocardiograma tridimensional e da tomografia computadorizada significou ganhos imensuráveis para a saúde humana, uma vez que com sua utilização, dentre outros diagnósticos, pode-se detectar a presença de placas de gorduras acumuladas nas paredes das artérias antes que o quadro clínico se torne irreversível, culminando na obstrução dos vasos sanguíneos. Assim, doenças cardiovasculares podem ser previstas e evitadas por meio de medicamentos específicos.

Aplicada nas áreas de oncologia, neurologia e cardiologia, a Tomografia por Emissão de Pósitrons, conhecida por PET Scan, tem capacidade para identificar e avaliar o fluxo do sangue, o oxigênio e a glicose presentes no organismo, o que permite ao médico saber como está a saúde de órgãos e tecidos. A tecnologia detecta tumores e metástases, lesões no músculo cardíaco, alterações de memória dentre outras doenças.

Com o advento da robótica os procedimentos cirúrgicos tornaram-se minimamente invasivos, possibilitando aos pacientes vantagens incomparáveis quanto às cirurgias convencionais. Cateteres são utilizados para troca da válvula cardíaca e há próteses tão sofisticadas a ponto de terem durabilidade prolongada. O desconforto e a dor no pós-operatório são minimizados, assim como a perda sanguínea durante a cirurgia e o tempo de permanência no hospital. Instrumentos acoplados a um robô reproduzem com precisão os movimentos das mãos do cirurgião no momento da operação.

Outro artefato com os dias contados são as agulhas. A medicina já estuda como realizar exames de sangue por meio de eletrodos digitais, os quais, quando em contato com a pele do paciente, serão capazes de coletar os dados necessários e enviá-los automaticamente para avaliação do médico. É a tecnologia a serviço da medicina e da preservação da saúde humana.

Em um futuro não muito distante, teremos diagnósticos imensamente mais precisos e, quem sabe, tratamentos eficazes para doenças hoje incuráveis como o câncer e a AIDS. Descobertas tornaram-se cada vez mais frequentes e o compartilhamento propiciado pela era digital agora permite que o conhecimento se espalhe ao redor do mundo quase que em tempo real, o que significa um ganho imensurável para a nossa história e evolução.

Nós, os médicos, temos o dever de estar preparados para absorver este turbilhão de novas informações e novidades. Muito ainda está por vir. Congressos e especializações não poderão mais ser a única fonte de conhecimento. Precisaremos agregar os estudos da medicina aos conhecimentos tecnológicos. Estar por fora do que se discute pela área médica mundial em termos de avanços da tecnologia é estar alheio ao nosso presente, e sobretudo, ao futuro da humanidade. Quem viver verá.

 

Américo Tângari Junior é especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira. Integra a equipe de Cardiologia do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Categoria: Saúde

Sentimentos positivos podem reduzir risco de doenças cardiovasculares

Pesquisa mostrou que, mais do que a ausência de emoções negativas, otimismo e felicidade contribuem para uma melhor saúde

Pensamentos positivos reduzem o risco de doenças cardiovasculares, segundo concluíram pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Esse resultado faz parte da primeira grande revisão sobre o assunto, já que várias outras pesquisas apontaram somente para a influência de sentimentos negativos, como depressão, ansiedade e raiva, sobre a saúde. O estudo foi publicado nesta terça-feira no periódico Psychological Bulletin.

De acordo com Julia Boehm, uma das autoras do estudo, é importante lembrar que a ausência de sentimentos negativos não é a mesma coisa que a presença de emoções positivas. “Descobrimos que fatores como otimismo, satisfação com a vida e felicidade estão associados a um menor risco de doenças cardiovasculares, e isso independe da idade, nível socioeconômico, peso corporal e hábitos, como o tabagismo, de uma pessoa”, diz a pesquisadora.

Meta-análise — Nesse estudo, foram revisados mais de 200 pesquisas sobre comportamento e incidência de problemas cardiovasculares. Os pesquisadores observaram que emoções positivas, mas especialmente o otimismo, proporcionam uma proteção contra doenças cardiovasculares, além de serem capazes de retardar o progresso de um problema com esse caso ele venha a ocorrer. “Os indivíduos mais otimistas tiveram um risco aproximadamente 50% menor de sofrer um evento cardiovascular do que as pessoas menos otimistas”, afirma Boehm.

Além dos relatos das pessoas sobre sentimentos positivos, essa pesquisa também observou que incidência de problemas cardiovasculares diminuiu com hábitos relacionados ao sentimento de bem-estar, como prática de atividades físicas, dieta equilibrada e sono adequado.

Para Laura Kuzbansky, uma das autoras do estudo, essas descobertas sugerem que, mais do que atenuar os sentimentos negativos, as abordagens de melhora de saúde cardiovascular devem também reforçar os sentimentos positivos de um indivíduo. Segundo o estudo, níveis mais elevados de satisfação, felicidade e otimismo podem ter fortes implicações nas estratégias de prevenção tratamento para esse tipo de problema.

Categoria: Mente, Fé e Comportamento